Por Pedro Sciarotta
Publicado dia 09/09/09
Foi com a chegada do CD, no início da década de 90, que o disco de vinil foi dado como morto. O CD tinha maior durabilidade e não produzia chiados. Além disso, poderia ser tocado em aparelhos menores, sem precisar de uma vitrola. Para “piorar”, há pouco tempo atrás ainda viriam as músicas em MP3, e os players desse formato, deixando os Long Plays (LPs) cada vez mais distantes e esquecidos.
Os LPs voltaram!
Agora, eles voltam a ser lembrados. Alguns dizem que o som produzido pelos LPs é melhor do que o som dos seus irmãos mais novos, mas esse não é o motivo da volta do vinil. Hoje em dia, em que é possível “baixar” discografias aos montes, os amantes dos LPs navegam contra a corrente. Fazem de ouvir música um ritual: escolher um disco, uma faixa, colocar pra tocar, e curtir a música. Ouvem para sentir a música, e não para apenas deixá-la como som ambiente enquanto executam outras atividades. Os números são animadores: nos Estados Unidos, o vinil cresceu 37% em número de peças e 64% em dólares, em 2007. Em 2008, o crescimento mais que triplicou: 124% em peças e 148% em dólares.¹
Os LPs, que antes só podiam ser encontrados em sebos, agora começam a ser relançados e podem até ser encontrados em grandes livrarias e “megastores”. Segundo o G1, a Polysom, única fábrica de discos de vinil de toda América Latina, voltará a funcionar ainda em 2009, sob nova administração. Os artistas também entraram na onda. Já é comum nos Estados Unidos e Europa os artistas lançarem seus discos, além de CD, no formato de LP. A tendência é a moda pegar no Brasil, tendo em vista a reabertura da Polysom (situada em Belford Roxo, no Rio de Janeiro).
“Sala de corte” da Polysom
Porém, nem tudo são flores. O preço dos novos LPs ainda é salgado, e “clássicos” antigos ou recém-lançamentos não são encontrados por menos de cem reais. Grande parte é por causa dos impostos, como reclama o dono da Polysom, via Twitter: “Impostos, impostos e mais impostos. Imaginem depois do preço final ainda ter que adicionar mais 24%. De quê? Impostos!”
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