Acordei, eram nove horas de domingo. Estranhei o silêncio que não era comum em casa, e até mesmo lá fora. Levantei disposto a tomar café da manhã. Ao passar pelo quarto dos meus pais pude ver que ainda dormiam, o que era um fato inusitado, já que eles acordavam cedo mesmo aos domingos. Porém, não dei bola e me arrastei até a cozinha. Tomei meu café enquanto assistia à qualquer coisa na televisão.
Voltei para o meu quarto – dei novamente uma olhada no quarto dos meus pais – e comecei a ler o livro que se encontrava na minha cabeceira, o qual agora não me recordo o nome. Tão logo comecei a ler, acabei por adormecer, e só fui acordar novamente quando o relógio marcava as onze. O silêncio era o mesmo de antes. Decidi acordar meus pais, pois algo estava errado. Mas eles não acordavam. Fiz de tudo e eles nem ao menos se moviam. Comecei a ficar desesperado. Fui acordar minha irmã para que ela me ajudasse, resolvesse a situação; mas ela estava no mesmo estado que meus pais. As lágrimas já rolavam e eu nem me dava conta. Chorava desesperadamente. Meus pais estavam mortos! Minha família morta! Meu mundo caía e não havia como me segurar. Em um lampejo de racionalidade, tentei ligar para uma ambulância – ninguém respondia. Tentei os meus avós, mas o resultado foi o mesmo. Meu mundo era destruído em segundos e eu não conseguia falar com ninguém. Liguei o computador. Precisava falar com algum amigo, precisava de ajuda; mas ninguém estava lá. Me sentia solitário.
Decidi sair para a rua. Cheguei ao portão de entrada e vi que o porteiro não estava lá. Isso nunca havia acontecido, e resolvi eu mesmo abrir o portão. Demorei alguns segundos, mas achei o botão certo. Deixei o portão aberto, por via das dúvidas. Na rua não havia movimento. Me sentia como a única pessoa viva no planeta. Mas e se eu fosse mesmo? Uma idéia absurda me passou pela cabeça. Será que todos estão mortos? Quanto mais eu andava, mais acreditava que fosse verdade. Passei a imaginar todas as pessoas em suas camas, mortas. Todos indo dormir tranquilamente na noite anterior, sem saber que não mais acordariam. Mas porque eu ainda vivia? O que eu poderia fazer? Todos estavam mortos.
Então comecei a perceber. Percebi que o que eu poderia fazer era a mesma coisa do que se todos estivessem vivos. E isso era não poder fazer nada. Nada que eu fazia mudava qualquer coisa. Meus pensamentos e desejos nunca acabavam uma guerra. Mas percebi que dessa vez eu poderia sim fazer alguma coisa, fazer a diferença. Agora era a hora de mudar o mundo. Sem mais desigualdades ou guerras. Decidi ser a hora do planeta Terra merecer algo melhor. Com todos esses pensamentos, não vi onde meus pés me levaram.
Era uma estação de metrô. Entrei, e evidentemente não havia ninguém. Eu era o único ser em toda a Terra, não me conformava com essa idéia. Pulei a catraca e desci algumas escadas. Um trem acabava de deixar a estação. O metrô era automático, comandado por máquina, e por isso ainda funcionava. Fui até a plataforma e desci para os trilhos. Deitei. Deitei e esperei a mudança chegar.
Voltei para o meu quarto – dei novamente uma olhada no quarto dos meus pais – e comecei a ler o livro que se encontrava na minha cabeceira, o qual agora não me recordo o nome. Tão logo comecei a ler, acabei por adormecer, e só fui acordar novamente quando o relógio marcava as onze. O silêncio era o mesmo de antes. Decidi acordar meus pais, pois algo estava errado. Mas eles não acordavam. Fiz de tudo e eles nem ao menos se moviam. Comecei a ficar desesperado. Fui acordar minha irmã para que ela me ajudasse, resolvesse a situação; mas ela estava no mesmo estado que meus pais. As lágrimas já rolavam e eu nem me dava conta. Chorava desesperadamente. Meus pais estavam mortos! Minha família morta! Meu mundo caía e não havia como me segurar. Em um lampejo de racionalidade, tentei ligar para uma ambulância – ninguém respondia. Tentei os meus avós, mas o resultado foi o mesmo. Meu mundo era destruído em segundos e eu não conseguia falar com ninguém. Liguei o computador. Precisava falar com algum amigo, precisava de ajuda; mas ninguém estava lá. Me sentia solitário.
Decidi sair para a rua. Cheguei ao portão de entrada e vi que o porteiro não estava lá. Isso nunca havia acontecido, e resolvi eu mesmo abrir o portão. Demorei alguns segundos, mas achei o botão certo. Deixei o portão aberto, por via das dúvidas. Na rua não havia movimento. Me sentia como a única pessoa viva no planeta. Mas e se eu fosse mesmo? Uma idéia absurda me passou pela cabeça. Será que todos estão mortos? Quanto mais eu andava, mais acreditava que fosse verdade. Passei a imaginar todas as pessoas em suas camas, mortas. Todos indo dormir tranquilamente na noite anterior, sem saber que não mais acordariam. Mas porque eu ainda vivia? O que eu poderia fazer? Todos estavam mortos.
Então comecei a perceber. Percebi que o que eu poderia fazer era a mesma coisa do que se todos estivessem vivos. E isso era não poder fazer nada. Nada que eu fazia mudava qualquer coisa. Meus pensamentos e desejos nunca acabavam uma guerra. Mas percebi que dessa vez eu poderia sim fazer alguma coisa, fazer a diferença. Agora era a hora de mudar o mundo. Sem mais desigualdades ou guerras. Decidi ser a hora do planeta Terra merecer algo melhor. Com todos esses pensamentos, não vi onde meus pés me levaram.
Era uma estação de metrô. Entrei, e evidentemente não havia ninguém. Eu era o único ser em toda a Terra, não me conformava com essa idéia. Pulei a catraca e desci algumas escadas. Um trem acabava de deixar a estação. O metrô era automático, comandado por máquina, e por isso ainda funcionava. Fui até a plataforma e desci para os trilhos. Deitei. Deitei e esperei a mudança chegar.
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