segunda-feira, 21 de julho de 2014
O Sonho da Vida
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Vai lá, muda o disco.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Piratas, Roqueiros, Rebeldes
24/11/09
Por Pedro Sciarotta
“É 1966. A grande era do Rock ’n’ Roll britânico. Mas a BBC toca menos de 45 minutos de música pop por dia. Dessa maneira, as rádios piratas ancoram no Mar do Norte e tocam pop e rock 24 horas sem parar. E 25 milhões de pessoas – metade da população britânica – ouvem os piratas todos os dias.”
Assim começa o filme Os Piratas do Rock (The Boat That Rocked, no original), do diretor Richard Curtis (Um lugar Chamado Notting Hill, Quatro Casamentos e um Funeral), que mistura ficção com fatos reais, criando uma agradável comédia.
A história propriamente dita começa quando a mãe de Carl o manda para morar com seu padrinho Quentin, após ele ter sido expulso da escola. O garoto passa a viver no barco Rádio Rock, em que Quentin é capitão, juntamente com vários DJ’s, encarregados de manter uma programação constante na rádio pirata.
O barco esbanja alegria e rebeldia o tempo todo, e consegue passar isso para seus ouvintes – até para aqueles que têm de ouvir baixinho ou escondidos. Nem mesmo quando o governo inglês encontra uma brecha para poder ir atrás do barco, que está em águas internacionais, eles desistem. Decidem que não irão parar de tocar, não importa o que aconteça.
O principal destaque do filme são as músicas. Hits dos anos 60 combinados com cenas de movimentação rápida e criativa, com diversos personagens dançando e curtindo, criam um efeito incrível. The Beach Boys, The Who, Rolling Stones, The Kinks, Jimi Hendrix, The Turtles, e por aí vai… a seleção é ótima, e a única falta percebida de cara são os Beatles, que provavelmente não puderam ser usados pelo diretor por algum problema com os direitos das canções.
Um ponto a ser discutido no filme é a “romantização” dos fatos abordados. É evidente que as rádios piratas não foram tão “mágicas” e utópicas como são apresentadas. Na realidade, a maioria das rádios piratas na Europa era financiada com dinheiro estadunidense, com o objetivo de “americanizar” as rádios européias. Isso porque, diferentemente dos Estados Unidos, a lei na Inglaterra (e grande parte da Europa) proibia anúncios comerciais nas rádios, o que afetava as agências de publicidade, já que era um mercado que poderia ser explorado.
Mas no filme tudo é possível, e não poderia acabar de forma trágica ou sob essa chata realidade. Assim como no começo, ele termina com uma mensagem. Diz que no verão de 1967 a época de sucesso das rádios piratas acabou, mas isso não fez com que o sonho dos piratas acabasse. Segue falando que hoje em dia existem 299 estações de rádio no Reino Unido que tocam pop e rock 24 horas por dia, e que apesar de 40 anos já terem se passado, o rock ‘n’ roll continua existindo. Termina mostrando capas de discos de diversas épocas, em um ritmo alucinado.
O filme teve sua estréia no dia 1º de abril, na Inglaterra, e saiu recentemente (13 de novembro) nos Estados Unidos e Canadá. Quanto ao Brasil, ainda não há uma data para ser lançado. O jeito é esperar, ou baixar o filme pela internet. Mas é melhor fazer isso escondido, igual ouvir as rádios piratas.
“Bíblia da Música” ganha versão brasileira
Por Pedro Sciarotta
Publicado dia 14/10/09
A revista estadunidense especializada em música, Billboard, ganhou uma edição brasileira. O lançamento foi hoje (dia 14), e a primeira edição sai por R$ 8,90.
A empresa, que já existe desde 1894 nos Estados Unidos, é famosa por publicar rankings com as canções mais populares do momento, e é uma referência no mundo da música (também é chamada de “Bíblia da Música”). Agora, também teremos o ranking das “mais tocadas” no Brasil.
A versão brasileira, porém, terá algumas modificações em relação à norte-americana. Enquanto a original é publicada semanalmente, a tupiniquim será mensal. Além disso, o público alvo serão os consumidores (assim como é a concorrente Rolling Stone), e não a indústria da música como acontece nos Estados Unidos.
Na capa de estréia está o cantor Roberto Carlos, que completa 50 anos de carreira e é quem mais vendeu discos no Brasil. A matéria envolvendo o “rei” trata sobre os bastidores de sua turnê.
Com chamada na capa também há três matérias interessantes: uma entrevista com Paul McCartney sobre o sucesso dos Beatles na atualidade, uma reportagem sobre os lucros da banda KISS com a exploração de sua marca, e uma matéria sobre a volta dos LP’s e a recuperação da única fábrica de vinil da América Latina (tema abordado no blog no mês passado).
Outra matéria que tem destaque na revista é “Billboard – uma história de sucesso” onde é contada a história da revista no mundo, ajudando o leitor brasileiro a saber o que a revista já atingiu em outros países.
Tudo indica que a revista chegou para fazer sucesso, e como diz o slogan propagado em suas páginas: “Billboard – Você já ouviu falar. Agora vai ler.”
Twitter: Billboard e Billboard Brasil
Jorge Ben Jor, nós gostamos de você
Publicado dia 01/10/09
Por Pedro Sciarotta
Jorge Ben Jor chegou para animar a festa. Veio todo de branco e com seus óculos escuros característicos. Foi assim que ele fez o show de mais de duas horas e meia no Credicard Hall, no penúltimo sábado de setembro.
O músico misturou hits, que faziam o público pular na pista, com músicas menos conhecidas. Uma das primeiras foi “Salve Simpatia”, que começou a aquecer o espetáculo.
Jorge Ben Jor possui um jeito único de fazer música. Mistura vários estilos (samba, bossa nova, funk, soul, jazz, maracatu, rock ‘n’ roll) para fazer o seu estilo próprio, inconfundível. O cantor e bandleader, que já completa 67 anos, nem de perto aparenta ter essa idade. Na verdade, não parece diferir muito de ser o garoto de 21 anos que fez seu primeiro sucesso com “Mas Que Nada”, música que não poderia faltar no repertório.
O músico cantou alguns já tradicionais pot-pourris, como “Por Causa de Você Menina / Chove Chuva”, “Menina Mulher da Pele Preta / O Telefone Tocou Novamente”, e “País Tropical / Spyro Gira”, esse último que fez a galera pular. Outros hits também levantaram o público, como “Engenho de Dentro”, “W/Brasil (Chama O Síndico)” e “Fio Maravilha”, no final da qual Jorge Ben Jor anunciou que faria uma pequena pausa de “cinco minutos”. Antes disso, ele também tocou outras músicas mais “tranqüilas”, mas não menos famosas, como “Os Alquimistas Estão Chegando”, “A Minha Menina”, “Jorge da Capadocia”, “Magnólia”, “Que Maravilha”, e “Ive Brussel”.
Jorge Ben voltou ao palco após alguns minutos, e depois de uma introdução, cantou a contagiante “Taj Mahal”: Tê Tê Tê, Têtêretê. Para a música seguinte, “Gostosa”, várias mulheres do público subiram ao palco para cantar e dançar com Jorge. E lá elas continuaram quando Jorge Ben Jor encerrou o espetáculo cantando a mesma música com que começou o show: “Salve Simpatia”.
Ben Jor não se esqueceu de agradecer dois “amigos” que vieram ver seu espetáculo: o rapper Mano Brown e o publicitário Washington Olivetto. E estes com certeza não se decepcionaram. Com seus 67 anos, o músico ainda consegue fazer um show emocionante com o público cantando junto.
A Volta do Disco de Vinil
Por Pedro Sciarotta
Publicado dia 09/09/09
Foi com a chegada do CD, no início da década de 90, que o disco de vinil foi dado como morto. O CD tinha maior durabilidade e não produzia chiados. Além disso, poderia ser tocado em aparelhos menores, sem precisar de uma vitrola. Para “piorar”, há pouco tempo atrás ainda viriam as músicas em MP3, e os players desse formato, deixando os Long Plays (LPs) cada vez mais distantes e esquecidos.
Os LPs voltaram!
Agora, eles voltam a ser lembrados. Alguns dizem que o som produzido pelos LPs é melhor do que o som dos seus irmãos mais novos, mas esse não é o motivo da volta do vinil. Hoje em dia, em que é possível “baixar” discografias aos montes, os amantes dos LPs navegam contra a corrente. Fazem de ouvir música um ritual: escolher um disco, uma faixa, colocar pra tocar, e curtir a música. Ouvem para sentir a música, e não para apenas deixá-la como som ambiente enquanto executam outras atividades. Os números são animadores: nos Estados Unidos, o vinil cresceu 37% em número de peças e 64% em dólares, em 2007. Em 2008, o crescimento mais que triplicou: 124% em peças e 148% em dólares.¹
Os LPs, que antes só podiam ser encontrados em sebos, agora começam a ser relançados e podem até ser encontrados em grandes livrarias e “megastores”. Segundo o G1, a Polysom, única fábrica de discos de vinil de toda América Latina, voltará a funcionar ainda em 2009, sob nova administração. Os artistas também entraram na onda. Já é comum nos Estados Unidos e Europa os artistas lançarem seus discos, além de CD, no formato de LP. A tendência é a moda pegar no Brasil, tendo em vista a reabertura da Polysom (situada em Belford Roxo, no Rio de Janeiro).
“Sala de corte” da Polysom
Porém, nem tudo são flores. O preço dos novos LPs ainda é salgado, e “clássicos” antigos ou recém-lançamentos não são encontrados por menos de cem reais. Grande parte é por causa dos impostos, como reclama o dono da Polysom, via Twitter: “Impostos, impostos e mais impostos. Imaginem depois do preço final ainda ter que adicionar mais 24%. De quê? Impostos!”
¹ – http://twitter.com/polysom – Twitter da Polysom, atualizado diariamente com notícias e fotos da fábrica.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
Yeah, darlin', go make it happen!
O filme trata de dois motoqueiros que saem pelos Estados Unidos. Sem preocupações. Sem compromissos.
Um dos diálogos mais importantes do filme, em que é explicado como os dois motoqueiros são vistos pelas outras pessoas:
Billy: [...] They're scared, man.
George Hanson: They're not scared of you. They're scared of what you represent to 'em.
Billy: Hey, man. All we represent to them, man, is somebody who needs a haircut.
George Hanson: Oh, no. What you represent to them is freedom.
Billy: What the hell is wrong with freedom? That's what it's all about.
George Hanson: Oh, yeah, that's right. That's what's it's all about, all right. But talkin' about it and bein' it, that's two different things. I mean, it's real hard to be free when you are bought and sold in the marketplace. Of course, don't ever tell anybody that they're not free, 'cause then they're gonna get real busy killin' and maimin' to prove to you that they are. Oh, yeah, they're gonna talk to you, and talk to you, and talk to you about individual freedom. But they see a free individual, it's gonna scare 'em.
Billy: Well, it don't make 'em runnin' scared.
George Hanson: No, it makes 'em dangerous.
Tente falar que você vai largar seu emprego por alguns meses pra viajar por qualquer lugar, sem hotéis marcados, sem certezas. Todos falarão que é loucura, e tentarão te fazer desistir da idéia. Mas a verdade é que todos gostariam de ter essa coragem e de fazer algo assim. Mas eles têm medo. Medo de não ter a certeza. É fácil se acomodar em seu trabalho e repetir todo dia a mesma atividade, é seguro, sem surpresas. Clamam ser livres por estar naquele trabalho porque querem, mas a verdade é que têm medo de fazer qualquer coisa diferente, que saia do padrão. Falam mal e não gostam das pessoas diferentes, que conseguem quebrar essas barreiras invisíveis, mas no fundo, sentem inveja por não terem a coragem de fazer mesmo e estarem presas atrás de suas escrivaninhas.
...Yeah, darlin', go make it happen
Take the world in a love embrace
Fire all of your guns at once and
Explode into space
Like a true nature's child
We were born, born to be wild...
(Born To Be Wild - Steppenwolf)
sábado, 15 de agosto de 2009
Alienígenas
Eu queria tanto ser de outro planeta. Toda noite eu falava com a minha 'verdadeira' família no céu. Eu sabia que havia milhares de crianças alienígenas na Terra. Elas estavam por toda parte. E eu conheceria alguns deles.
Isso era uma coisa que eu sempre gostava de pensar. Era divertido imaginar isso. Não havia motivo especial para eu estar aqui, e eu sempre sentia saudades de casa. E era o mesmo para os outros alienígenas. Eu teria chance de encontrar outros alienígenas durante toda minha vida.
E eventualmente nós iríamos descobrir, um dia, o que nós tínhamos que fazer.
Kurt Cobain
Filme: About a Son (Retrato de Uma Ausência)
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Ain't No Reason
Ain't No Reason - Brett Dennen
There ain't no reason things are this way.
It's how they always been and they intend to stay.
I can't explain why we live this way.
We do it every day.
Preachers on the podium speaking to saints.
Prophets on the sidewalk begging for change.
Old ladies laughing from the fire escape,
Cursing my name.
I gotta a basket full of lemons and they all taste the same,
A window and a pigeon with a broken wing,
You can spend your whole life working for something,
Just to have it taken away.
People walk around pushing back their debts,
Wearing paychecks like necklaces and bracelets,
Talking about nothing, not thinking about death,
Every little heartbeat, every little breath.
People walk a tightrope on a razors edge.
Carrying their hurt and hatred and weapons.
It could be a bomb, or a bullet, or a pen,
Or a thought, or a word, or a sentence.
There ain't no reason things are this way.
Its how they've always been and they intend to stay.
I don't know why I say the things I say,
But I say them anyway.
But love will come set me free.
Love will come set me free, I do believe.
Love will come set me free, I know it will.
Love will come set me free, yes.
Prison walls still standing tall.
Some things never change at all.
Keep on building prisons, gonna fill them all.
Keep on building bombs, gonna drop them all.
Working your fingers bare to the bone.
Breaking' your back, make you sell your soul.
Like a lung, it's filled with coal,
Suffocating slow.
The wind blows wild and I may move.
But politicians lie and I am not fooled.
You don't need no reason or a three piece suit,
To argue the truth.
The air on my skin and the world under my toes
Slavery stitched into the fabric of my clothes
Chaos and commotion wherever I go,
Love I try to follow.
Love will come set me free
Love will come set me free, I do believe
Love will come set me free, I know it will
Love will come set me free, yes
There ain't no reason things are this way.
Its how they've always been and they intend to stay.
I can't explain why we live this way.
We do it every day.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Cada palavra me dói
Teria meu texto ficado melhor se eu tivesse usado a outra, e não esta palavra?
Cada palavra é um parto.
Ter de escolher qual palavra deve entrar no texto, e ter de esquecer tantas outras que ficarão de fora.
Aquela palavra ainda me assombra.
Será que mais pessoas teriam gostado do meu texto se fosse ela a escolhida?
No mundo das palavras, todas pedem para ser usadas.
Sinto muito, palavras. Aqui é só uma por vez.
